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Organização Mundial de Saúde – Parabéns S. Tomé e Príncipe

In Malária, OMS, Saúde, SãoToméePríncipe, WHO on Setembro 24, 2008 at 10:31 am



Progressos no controlo da malária, mas o peso ainda é enorme

Relatório novo indica que mais fundos levam a uma cobertura maior de intervenções no controlo da malária

18 Setembro 2008 | GENEBRA — O peso da malária permanece enorme, mas o acesso a intervenções de controlo da malária, especialmente redes de cama em África, aumentou significativamente entre 2004 e 2006, segundo um relatório divulgado hoje.

“Com o aumento dramático de fundos e um movimento intenso para reduzir o peso da malária em anos recentes, temos uma necessidade maior de informação e análise fiável,” disse a Directora Geral da OMS Dra Margaret Chan. ” Este relatório começa a responder a essa necessidade. O progresso no controlo da malária acelerou dramaticamente desde 2006, especialmente no seguimento da chamada do Secretário-Geral das Nações Unidas para a cobertura universal do controlo da malária até 2010. Esperamos que estes esforços expandidos sejam reflectidos em relatórios futuros.”

O World malaria report 2008/Relatório Mundial da Malária 2008, que corresponde a informação recolhida entre 2004 e 2006, traça um quadro complexo. Alguns destaques são:

  • Novos métodos estimam que o número de casos de malária em 2006 foi de 247 milhões.
  • Crianças pequenas permanecem de longe as com maiores probabilidades de morrer com a doença.
  • As mortes devidas à malária decresceram em vários países, e umas poucas nações africanas conseguriam reduzir as mortes para metade seguindo as medidas recomendadas.
  • Desde 2006, mais fundos resultaram em acesso acelerado a intervenções de malária, incluindo redes de cama e medicamentos eficazes.
  • Em Africa, a terapia combinada baseada em artemisin (artemisina?) (ACT), que é recomendada pela OMS, chegou apenas a 3% das crianças necessitadas.

Aumento da cobertura de redes de cama

O relatório indica que os aumentos recentes no financiamento do combate à malária começaram a traduzir-se em cobertura de intervenções chave sobre a malária, especialmente, redes de cama, em 2006. A percentagem de crianças protegidas por redes tratadas por insecticida aumentou quase oito vezes, de 3% em 2001 para 23% em 18 países africanos onde inquéritos foram executados em 2006. As compras de medicamentos anti-malária também aumentou claramente entre 2001 e 2006. Cerca de 100 milhões de pessoas, incluindo 22 milhões em África, foram protegidas por utilização de insecticida dentro de casa.

No entanto, muito trabalho permanece por fazer. Em África, apenas 125 milhões de pessoas estavam protegidas por redes de cama em 2007, enquanto que 650 milhões estão em risco.

“A malária é uma causa primária de mortalidade infantil”, disse Ann M. Veneman, Directora Executiva da Unicef. “Se a disponibilidade de redes de cama e outras intervenções chave puder ser aumentada, há vidas que podem ser salvas.”

Impacto positivo

Pela primeira vez, três países Africanos comunicaram reduções dramáticas nas mortes por malária de 50% ou mais. Eritreia, Ruanda e São Tomé e Príncipe atingiram este resultado entre 2000 e 2006/2007 através de uma mistura de distribuição de redes de cama, pulverização dentro de casa, acesso melhorado a tratamento e avanços em vigilância da doença. Adicionalmente, observaram-se melhorias significativas em outros países Africanos tais como Madagáscar, Zâmbia e a Tanzânia.

Mais seis países comunicaram uma queda em mortes de malária em 2006: Cambodja, Laos, Filipinas, Suriname, Tailândia e Vietname.

“Sabemos que as intervenções de controlo de malária funcionam e que podemos progredir rapidamente em direcção ao fim das mortes de malária,” disse Ray Chambers, o Enviado Especial do Secretário-Geral das Nações Unidas para a Malária. “Agora é a altura de alargar estes resultados a toda a aÁfrica e o resto do mundo.”

De acordo com os dados dos programas nacionais de controlo da malária, África teve um aumento de financiamento maior do que qualquer outra região entre 2004 e 2006. Os investimentos foram liderados pelo Fundo Global para Combater a SIDA, Tuberculose e Malária (Global Fund to Fight AIDS, Tuberculosis and Malaria), e suportado por organizações bilaterais e multilaterais assim como governos nacionais.

Noutras regiões, as fontes de financiamento foram altamente variáveis, mas os governos nacionais forneceram o grosso do dinheiro. Apesar do financiamento para a malária ter sido em 2006 o mais elevado de sempre, ainda não é possível avaliar que países têm recursos adequados e ainda existem diferenças apreciáveis.

Malária: o que é?

A malária é causada por um parasita chamado Plasmodium, que é transmitido pelas mordeduras de mosquitos infectados. No corpo humano, os parasitas multiplicam-se no fígado, e depois infectam os glóbulos vermelhos sanguíneos.
Os sintomas da malária incluem febre, dores de cabeça e vómitos, e normalmente aparecem entre 10 e 15 dias depois da mordedura do mosquito. Se não for tratada, a malária pode rapidamente ameaçar a vida ao impedir o fornecimento de sangue a orgãos vitais. Em muitas partes do mundo, os parasitas desenvolveram resistência a vários medicamentos de malária.
As intervenções chave para controlar a malária incluem: tratamento rápido e eficaz com terapias combinadas baseadas em artemisinina; uso de redes insecticidas por pessoas em risco; e pulverização residual dentro de casa para controlar os mosquitos vector.

Que tal mandar um email de parabéns a S. Tomé e Príncipe?

embaixada@emb-saotomeprincipe.pt

Fonte:WHO/OMS

Links e mais dados da OMS em inglês:
http://www.who.int/mediacentre/news/releases/2008/pr32/en/index.html
http://www.who.int/topics/malaria/en/index.html

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