Informação cultural sob o signo de África

FMM Sines – Waldemar Bastos de Peito Aberto

In Angola, fmm, Música, Muxima, Waldemar Bastos on Julho 24, 2008 at 6:42 pm


Aparece de camisa com gola à Mao, calças cinzentas e um sorriso sem esforço que o acompanhou ao longo de todo o concerto.
A banda é composta por bateria, percussão (2 batuques grandes e 2 pequenos, chocalhos, 1 prato), baixo, guitarra electrica e guitarra acústica amplificada.
O concerto começa com “Água do Bengo”, segue-se “Teresa Ana(?)”, e “Biumbi(?)” só guitarra e sons de floresta e pássaros, com o público a iniciar a sua IeLeLa em coro.
A seguir a festa anima com “Não me perguntes quando eu vou(?)”, em ritmo de dança a lembrar o semba e o guitarrista mostra a sua ginga dançando um pouco num juntar de forças da bateria e do batuque.
“Angola minha namorada” é cantado com o público a reagir bem, e é bonito ouvir os países da lusofonia todos a serem citados numa canção de amor.
“Maravilha é a natureza(?)” e num monento de pausa Waldemar Bastos pede para orarmos todos pela paz, e pela comida acrescenta depois, avançando para o ‘Muxima”, cantado em coro pelo público enternecido.
“Golondrina(?)”, “Birimbiri ungojamié(?)” e “Kuribota”, muito animado a terminar. Diz a canção “gostas muito de falar, de falar mal dos outros Kuribota Kuribota seu invejoso”, com um novo Uelelele de mãos no ar, isto depois de pousar a guitarra e vir para a frente puxar pelo público, braços abertos e mãos a vibrar em cruz transmitindo a sua energia boa, com o guitarrista a tocar com o instrumento atrás da cabeça para êxtase do público. Termina dizendo “Obrigado do fundo do coração, pão, paz e amor”, que é nome de música sua e concerteza desejo para África e Angola!
No encore, “nao me perguntes para onde eu vou”, a mostrar novamente a banda de músicos de qualidade em boa forma com uma guitarra solo de estilo algo rockeiro mas com algum humor nas paragens dos riffs, um baixo competente e uma percussão muito visível.
Durante a noite Waldemar Bastos deu também um ar da sua graça no concerto a solar com acordes bem cheios a lembrar o calor da música espanhola.
Com um sorriso de orelha a orelha e um monumental vozeirão de agudos poderosos sofridos, notas suspensas graves, simplesmente fazendo a voz brilhar de alegria ou surpreendendo num final de canção com gritos guturais, é um cantor do mundo.
Com uma banda de som áspero e batida forte, a equilibrar a suavidade e poesia da sua voz e guitarra, temos um som aberto, entre rock, áfrica e angola. É aí, com a sua marca pessoal que fica a música de Waldemar Bastos, sempre rés-vés do coração.

Aqui fica a letra de Muxima, com mais informação sobre as diferentes versões em: http://mazungue.com/imaginario-colectivo/thread.php?postid=59653

Muxima
[Carlos Aniceto Vieira Dias]

Muxima ue ue, muxima ue ue, muxima
Muxima ue ue, muxima ue ue, muxima
Se uamgambé uamga uami
Gaungui beke muá santana
Kuato dilagi mugibê
Kuato dilagi mugibê
Kuato dilagi mugibê
Lagi ni lagi kazókaua
Kuato dilagi mugibê
Kuato dilagi mugibê
Kuato dilagi mugibê
Lagi ni lagi kazókaua

Como a formação da banda é a mesma, um vídeo em Amsterdão de há um mês atrás, com a interpretação de Muxima para atestarem da intensidade de Waldemar Bastos a cantar:

Nota: Quando não tenho a certeza do nome da música, o que acontece na maior parte dos casos, acrescentei um (?) a uma parte da letra ou início da canção.

  1. […] exemplo de sua emoção no palco, vamos ouvir Muxima, cuja letra encontrei no blog Casa de África em Lisboa. De acordo com explicação de outro blog, o Casa das Áfricas, a música fala do santuário de […]

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